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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Marido de Ângela Bismarchi não pode operar, diz órgão regulamentador

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica divulgou comunicado nesta quarta, 13, dizendo que Wagner Moraes não é credenciado à instituição.


Raquel Santos (Foto: Marcos Mello/ Divulgação)
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se manifestou nesta quarta-feira, 13, a respeito da morte da modelo Raquel Santos, de 28 anos, e finalista do concurso Musa do Brasil, que faleceu depois de se submeter a um procedimento estético no rosto.
Apesar do laudo final da morte da modelo ainda não ter sido divulgado, a entidade regulamentadora afirmou em comunicado que o cirurgião plástico Wagner Moraes, marido da modelo Ângela Bismarchi, não poderia operar por não ser credenciado ao órgão, nem titulado para tal.


"Médicos como o doutor W. M., que se denominam 'cirurgião plástico' sem nunca ter sido titulado para tal, ludibriam seus pacientes, abusando de sua boa-fé e criminalizam o exercício da profissão à guisa do que preconiza a Comissão Mista de Especialidades formada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Saúde, únicos a regulamentar o reconhecimento do médico especialista, como acomoda o Decreto da Presidência da República 8.516/15 ( www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8516.htm)", diz trecho do comunicado, que pede a ainda a investigação da utilização irregular da titulação feita por Wagner (Confira a ímtegra do comunicado abaixo).


Entenda o caso
Raquel Santos uma das finalistas do concurso Musa do Brasil, morreu no fim da tarde desta segunda-feira, 11, após se submeter a um procedimento estético de preenchimento no rosto.  A jovem, que é de Niterói, no Rio, representava Mato Grosso no Musa do Brasil. Ela era casada e tinha dois filhos, Caíque, de 13 anos, e Liam, de 7.
Comunicado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
"É com grande pesar que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tomou conhecimento, nesta terça-feira (12/01), sobre a morte da modelo R. S., por parada cardíaca, depois de ser submetida a procedimento de cirurgia plástica pelo doutor W. M., desconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, única a titular especialistas no país.

Solidarizamo-nos com a família enlutada neste momento tão triste quanto inesperado.
Também repudiamos veementemente a atuação de médicos não especialistas em cirurgia plástica, que por falta de formação especifica, colocam em risco a segurança e a vida de seus pacientes conquanto descumprem indiscriminadamente os ditames legais.

Médicos como o doutor W. M., que se denominam "cirurgião plástico" sem nunca ter sido titulado para tal, ludibriam seus pacientes, abusando de sua boa-fé e criminalizam o exercício da profissão à guisa do que preconiza a Comissão Mista de Especialidades formada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Saúde, únicos a regulamentar o reconhecimento do médico especialista, como acomoda o Decreto da Presidência da República 8.516/15 ( www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8516.htm).

Wagner Moraes: titulação indevida
É preciso que o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, Conselho Federal de Medicina investiguem duramente o caso para apurar a relação entre o procedimento ocorrido na clínica e a morte de R. S., assim como é imprescindível fiscalizar a utilização irregular da titulação de "Cirurgião Plástico", feita pelo mesmo doutor e por outros profissionais na tentativa de transmitir uma imagem de formação, perícia e competência que não possuem.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, luta e continuará lutando exaustivamente, para garantir transparência e segurança, para os pacientes brasileiros que necessitam de serviços médicos de qualidade comprovada, cumprindo todos os expedientes possíveis para evitar eventos trágicos como este e combater com pulso firme o exercício ilegal por profissionais não habilitados e sem formação científica. É necessário que os órgãos legalmente investidos de poderes para fiscalização da Medicina no país, promovam ações imediatas e efetivas, para evitar que mais vidas sejam ceifadas, devido ao exercício da cirurgia plástica por médicos não especialistas.

São Paulo, 13 de janeiro de 2016.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP"
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Marido de Ângela Bismarchi não pode operar, diz órgão regulamentador
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