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terça-feira, 3 de maio de 2016

Humberto Martins “Falar que estou gostoso é um absurdo! É claro que faz um bem enorme para o ego, mas não consigo concordar”

Humberto Martins estranha ser chamado de gostoso pelas fãs





Ao andar na rua, Humberto Martins, o Germano de “Totalmente demais”, estranha ao ser chamado de “gostoso” por uma mulher. Galã de novelas há quase três décadas, o ator escutou inúmeras cantadas do público ao longo de sua trajetória na TV. Ele, no entanto, surpreende-se com o fato de ainda mexer com o imaginário alheio. No próximo dia 14, o artista completa 55 anos.
— Falar que estou gostoso é um absurdo! É claro que faz um bem enorme para o ego, mas não consigo concordar. Eu me lembro de quando era bonito. E realmente eu fui, mas ainda hoje? — pergunta Humberto sem segurar o riso.


Há alguns anos, desde que completou 50, o ator vem refletindo sobre a forma como continua sendo visto pelos fãs. Mas não conseguiu encontrar uma explicação para o assédio que recebe até hoje e muito menos para o motivo de ainda ser alçado ao posto de galã.
— Fico besta. Como é que pode? As mulheres se sentem nervosas na minha presença. É preciso até alguém para tirar foto porque elas ficam com as mãos tremendo. Às vezes, eu penso: “Por que essa menina está correndo atrás de mim?”. Já sou um senhor. Não entendo mesmo — diz ele, que afirma passar bem longe do perfil sedutor de seus personagens: — Sou um cara tímido. Fico mais na minha.


Em “Uga uga”, de 2000, Humberto Martins aparecia descamisado Foto: Divulgação

O fluminense, de Nova Iguaçu, procura não se deixar levar pelo instinto. É o tipo de homem que pensa bem nas suas ações. Ao longo de sua carreira, contracenou com as mulheres mais belas da televisão, mas não se envolveu com as colegas.
— Vou confessar que sempre foi muito difícil para mim (risos). Mas acho que, quando misturamos as coisas, elas podem se atrapalhar. Se uma pessoa fica com outra, logo aparece o sentimento de posse. Trabalho é lugar para ficar focado. Não dá para se distrair com outras preocupações. Acho perigoso. Houve vezes em que até senti uma brecha da outra parte, mas o meu profissionalismo fala tão alto que eu reprimo. É até estranho falar isso — admite o artista.


A forma de pensar e agir não se restringe apenas aos estúdios. Humberto não acha (e nunca achou) justo se utilizar da fama para se envolver com fãs. Diz que gosta de se relacionar com mulheres que estejam interessadas nele e não em seus personagens.
— É claro que uma fã não está ali a fim de mim. Deve estar mesmo é curiosa, querendo desmitificar o ídolo. Seria uma covardia eu me aproveitar disso — pondera ele, que sai pela tangente quando o assunto é o seu atual estado civil: — Estou bem!
O jeito como Humberto encara a profissão e a própria vida é admirado pelos colegas mais jovens de “Totalmente demais”, que o veem como um conselheiro. Felipe Simas, o Jonatas da trama das sete, escuta atentamente o veterano.
— O cara é uma figura muito importante para mim, não só como ator, mas como ser humano. Acredito que nos encontramos por obra de Deus mesmo. Aprendo diariamente com ele em cena e, principalmente, nos camarins, ouvindo suas dicas e histórias que me ajudam a evoluir como pai, amigo e artista. Quero registrar meu eterno agradecimento pelos seus ensinamentos — diz Simas.


Lili (Viviane Pasmanter) e Germano (Humberto Martins), de “Totalmente demais” Foto: Divulgação / TV Globo

Humberto realmente demonstra ser acolhedor. Costuma prezar uma boa conversa em que fala olhando no olho do outro. Quando vê o empenho de um ator iniciante, gosta de contribuir. Daniel Blanco, que interpreta Fabinho, seu filho na ficção, é mais um admirador.
— Ele me recebeu de braços abertos, de igual para igual. Não é daqueles sujeitos que querem aparecer mais do que os outros. Tem falas do Germano que ele pede para passar para o meu personagem por achar que faz mais sentido na trama. Trata todos com respeito. Para nós, jovens atores, ele é um exemplo. Vemos que é possível não perder os valores com a chegada do sucesso — elogia Blanco.
Segundo Humberto, a fama não o seduz. Acredita que o fato de ser conhecido não o diferencia de ninguém e afirma dispensar as vantagens que poderia obter pelo trabalho:
— Não quero privilégios. Isso não é legal. Entro na fila como todo mundo. Nós vemos os exemplos negativos na política e sabemos que esse comportamento é nocivo!


Com Juliana Paes, em “Totalmente demais” Foto: Divulgação / TV Globo

Adeus, descamisados!
Buscando uma coerência entre o que pensa e o que faz, há pouco mais de dez anos, o ator sentiu a necessidade de dar uma guinada na carreira. Depois de uma longa parceria com o autor Carlos Lombardi, com uma vasta galeria de personagens descamisados, ele decidiu seguir outro rumo. Papéis mais densos surgiram da iniciativa:
— Percebi que estava fazendo sempre a mesma coisa. Mas não é fácil mudar, isso aqui é um negócio. Em time que está ganhando não se mexe, é esse o pensamento. Então, foi preciso convencer que eu podia dar mais — explica o artista, que vai além: — Não tive medo de me posicionar. Sabia que a emissora iria entender. Mário Lúcio Vaz (diretor geral na época), inclusive, disse: “Sabia que ia dar problema. Não queria que você fizesse mais esse autor, porque já está saturado”. Posso falar isso agora porque ele se aposentou. Mas tudo aconteceu no momento certo.

Sobre a possibilidade de desfilar sem camisa outra vez na TV, ele é enfático. Só repetiria o feito se a situação estivesse muito embasada no texto. Caso contrário, acha que ficaria sem sentido. O cinquentão credita boa parte de seu êxito ao fato de estar constantemente estudando. Reinventar é uma palavra de ordem. Do alto de sua experiência, Humberto acredita que o comprometimento com o ofício é algo raro na nova geração de atores.
— Na minha época, muita gente falava: “Humberto, artista? Está maluco! Artista é gay ou drogado”. Hoje não mais. Os pais incentivam os filhos. Aliás, de maneira errada. Ensinam a querer sucesso sem esforço. Aí a gente encontra uma porção de produtos descartáveis. Faz uma, duas novelas... Tem que estudar. É preciso ter disciplina. Alguém faria uma cirurgia com um médico que não se atualiza há anos? Não, né? É o mesmo caso — opina.

Com a filha Thamires, de 26 anos: “Sou um cara muito rígido” Foto: Reprodução


Sem medo de expor suas opiniões, no fim do último ano, em entrevista à revista “Quem”, ele disse que não interpretaria um homossexual na televisão. A declaração foi encarada como homofóbica e repercutiu nas redes sociais. Na entrevista, o ator volta ao assunto, negando qualquer tipo de preconceito:
— O repórter me perguntou se eu faria um gay ou travesti na TV. Eu disse que, em novela, não. E citei os motivos. Mas é um absurdo o que falaram. Eu sou um cara humanista. Lidaria com um filho homossexual sem problemas. No teatro e no cinema, eu faria na boa. Acho que funcionaria bem. Agora, novela... É uma questão de perfil. Foi sobre isso que falei. Tivemos tentativas falhas com José Mayer (em “Império”, de 2014) e com Marcos Pasquim (em “Babilônia”, de 2015). É muito difícil consertar uma trama no meio do caminho.
O artista, no entanto, não considera que o público “encaretou”. Ele pensa que é preciso ter cautela com os rótulos e defende a necessidade do bom senso para abordar certos temas.
— A novela está na genética do brasileiro. Tem que haver cuidado com o que se coloca no ar para as pessoas verem enquanto estão jantando. O que é careta? Essa é uma expressão de vanguarda de uma época em que vivíamos sem liberdade de expressão. Não dá para rotular. Daqui a pouco vão falar: “Fulano está pelado na rua. Que careta!”. É preciso aprender a lidar com as diferenças, sim, mas não vejo a reação do público como ultrapassada.


Sem se preocupar em esconder seus defeitos, Humberto não tem a pretensão de passar a imagem de homem perfeito. Se na novela das sete, Germano, seu personagem, tem que lidar com as consequências de seus atos, já que a mulher descobre que ele teve uma filha fora do casamento, o ator também diz não fugir de suas responsabilidades. E conta que já traiu, assim como foi traído.
— Acho que todas as pessoas já passaram por isso. Por mais que possa parecer um absurdo o que vou falar, o que é traição? É só o ato de se deitar com outra pessoa ou o pensamento já é uma forma de trair? Acho essa uma palavra pesada. Todos são passíveis de erros — reflete ele, que perdoou e foi perdoado: — Não há relações perfeitas. Se os dois não tiverem a capacidade de desculpar e a disposição de aprender com os erros, não têm como seguirem juntos.
Pai de Thamires, de 26 anos, de Humberto, de 18, e de Nicolle, de 8, o artista acredita que foi (e é) um pouco duro na criação dos herdeiros. Chega a assumir que errou com os três.
— Sou um cara muito rígido. Acho que exagerei na cobrança com os meus filhos. Até mesmo por medo. Com a maturidade, a gente percebe o perigo de certas situações, alerta... Mas só fazemos isso com pessoas que amamos. Nós aprendemos muito uns com os outros.


Com Vivianne Pasmanter, em “Mulheres de areia” (1993) Foto: TV Globo / Reprodução

As crias são motivos de orgulho. Durante a entrevista, Humberto mostra em seu celular um vídeo da caçula em sua primeira aula de bateria. O filho do meio, que carrega o seu nome, divide com o pai a paixão pela atuação. O ator arrisca a dizer que o rapaz é melhor do que ele quando tinha a mesma idade. A mais velha mora no exterior, na Flórida, com o marido e o filho. O vovô galã quer encontrá-los assim que “Totalmente demais” chegar ao fim em maio.
— Meu pai me dá muito conselhos sobre a profissão. Passo o texto da novela com ele. Como ator, gosto muito da forma como ele estuda. Presto atenção mesmo. É muito esforçado e dedicado. Sem falar que é uma pessoa muito carinhosa — diz Humberto Filho.
Quando o próximo dia 14 chegar, junto com a nova idade, Humberto terá motivos de sobra para celebrar a vida. Ele fez o seu próprio caminho “sem heranças”, como diz. As rugas e os fios de cabelo brancos fazem parte do jogo.
— Estou no lucro com os meus 55 anos. Satisfeito. Envelhecer é um processo natural. Não trocaria o que tenho hoje pelos meus 20 e poucos anos. A idade traz limitações, mas a sabedoria adquirida compensa — sustenta o galã.



Humberto Martins “Falar que estou gostoso é um absurdo! É claro que faz um bem enorme para o ego, mas não consigo concordar”
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  • Date : maio 03, 2016
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