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domingo, 12 de junho de 2016

“Violência contra mulher e aborto clandestino mexem comigo”, afirma Mônica Martelli


Mônica Martelli, além de atriz e apresentadora, é escritora e produtora
Por onde passa, Mônica Martelli chama a atenção de todos. Além de ser muito alta, a apresentadora possui características fortes para ganhar espaço em um mundo machista e conservador. Com talento e beleza fora dos padrões impostos pela mídia e sociedade, ela se firma cada vez mais no mundo das artes.

A atriz encerrou há poucos meses a última temporada do espetáculo “Os Homens São de Marte e é Pra lá Que Eu Vou” – o monólogo alcançou mais de um milhão de espectadores -, que caminha para o segundo longa nos cinemas e a terceira temporada no GNT, prevista pra 2017. Mônica já integrou o elenco de algumas novelas da Globo, entre elas, “Beleza Pura” e o remake de “Ti-Ti-Ti”.

Junto com suas colegas e amigas do “Saia Justa”, a mulher, mãe, atriz, escritora e também produtora nos presenteia semanalmente com opiniões que ajudam homens e mulheres a compreenderem mais sobre o papel da mulher na sociedade e o quanto precisamos e devemos dar maior atenção aos temas relacionados ao empoderamento feminino como trabalho, maternidade, aborto, violência doméstica e assédio sexual.

“Violência contra mulher e aborto clandestino mexem comigo”, afirma ela, que passou a ler ainda mais para opinar com firmeza no semanal que há mais de dez anos é um dos líderes em audiência na TV por assinatura.

A seguir, confira entrevista exclusiva com a atriz: 

PG: Depois de muitos anos no ar o “Saia Justa” se renovou e prova a cada edição que está mais afinado e atual. Que avaliação faz da sua participação?

Mônica Martelli: Acho que sou verdadeira! Eu tô ali de verdade, sou espontânea e estou cada vez mais reflexiva, me aprofundando cada vez mais em todos os assuntos. Estou lendo mais, o programa fez isso comigo. Eu leio coisas que antes não leria, que não passariam na minha mão. Certos textos, certos livros, porque a gente não consegue ler tudo na vida, né?! O “Saia Justa” está me proporcionando isso. Eu tô tendo oportunidade de ler mais coisas, de diversos assuntos, de variados temas, me tornando uma pessoa mais reflexiva, me aprofundando mais em muitas coisas que antes acho que eu passaria batido. É isso! Mas eu acho que o que fica mais é minha espontaneidade, minha verdade.

PG: Quais os temas que já foram abordados e mexeram com você?

Mônica Martelli: O que mais mexe comigo são os temas relacionados à mulher e a violência contra a mulher. Esse me toca muito! Todos os abortos clandestinos que essas meninas fazem, geralmente meninas pobres, porque a rica paga e sabe onde fazer. Então, é uma questão de saúde pública. Todas as agressões que as mulheres sofrem diariamente, não só físicas, como verbalmente. Todas essas tentativas de colocar a mulher no lugar de louca, de puta, de sapatão. De colocar a mulher sempre em um lugar menor. O machismo, que ainda impera na nossa sociedade, tenta fazer isso. Todos esses temas mexem muito comigo! Mexem comigo também, para um lado positivo, todos os temas relacionados ao sentimento, ao amor. Quantas coisas eu li nesses anos de “Saia Justa”! Tudo relacionado a ciúme, a paixão, a libido. Nossa! Isso também mexe muito comigo! Estou sempre aprendendo. Têm sempre muitos textos interessantes de psicanalistas, sociólogos, antropólogos, que analisam e falam do amor. Eu amo falar do amor!

PG: Sua amizade com a Barbara e a Astrid deve ter se estreitado devido ao programa, afinal, com a Maria, por ser atriz, o convívio era mais frequente. O que aprendeu com cada uma?

Mônica Martelli: A minha vida mudou completamente depois que conheci minhas três colegas de trabalho. A Bárbara me apresentou meu namorado, que estou há quase três anos. Logo no início do programa, ela nos apresentou e foi amor à primeira vista. Então, na parte do amor, a Barbara já veio forte na minha vida. A Astrid me colocou na mão dos melhores médicos do mundo, que são meus médicos hoje. Eu agradeço e agradecerei sempre, porque os amo. A Maria é minha parceira, minha companheira de viagem. É com ela que eu abro meu coração, entrego meus e-mails pra ela ler e pergunto “Amiga, será que eu mando isso? Será que não mando?”. Ela abre o coração dela comigo. A gente pega a ponte aérea juntas toda semana, na ida e na volta. Então é a confidente, é a nossa caçulinha.

Eu acho que o sucesso do programa vem justamente de nós nos respeitarmos e nos admirarmos. Esse é o grande lance! Entramos li, as quatro juntas, numa nova etapa do “Saia Justa”. Entramos com a disposição de dar certo, de fazer o nosso melhor. Todo mundo ali gosta muito do que faz. Nós gostamos muito do programa. Nós viemos de mundos diferentes, temos formações diferentes, temos opiniões diferentes, temos olhares para o mundo diferentes. É isso que faz o programa ser rico!

PG: O GNT tem feito uma campanha de empoderamento das mulheres em parceria com a ONU. A maternidade, o sexo, o casamento, a roupa e os cremes sempre serão pautas de muitas atrações. Quando passaremos a tratar o universo feminino de outra forma?

Mônica Martelli: Nós vivemos num sistema patriarcal, onde o homem é quem manda. A mulher sempre foi tida como ser de segundo escalão, como ser menor, como ser menos importante. É claro que isso vem mudando. É um movimento histórico, que começou no primeiro feminismo, colocando as mulheres no mercado de trabalho, começaram a votar… É tudo muito recente. Hoje, nós temos um outro feminismo, lutando por outras questões. Algumas coisas já foram conquistadas , outras ainda não foram conquistadas, outras estão surgindo agora. Estão todas sendo colocadas para fora, mas ainda temos um grande caminho a percorrer. Você vê que até na nossa Língua Portuguesa é masculina. No plural, se tiver meninas e meninos, serão “os meninos”, alunas e alunos, serão “os alunos”. Temos muitas conquistas pela frente e temos muitas mulheres maravilhosas encabeçando movimentos. Eu sou otimista! Acho que a gente já caminhou muito, mas ainda temos muito que caminhar.

PG: Como é a sua relação com os apresentadores do “Papo de Segunda”, que também participam do “Saia Justa”?

Mônica Martelli: Os quatro são uma delícia! Eu amei fazer o “Papo de Segunda”. Essa mistura de homem e mulher, de vez em quando é boa, de vez em quando dá certo. Dá uma equilibrada. A gente leva um pouco de loucura para eles, eles trazem uma coisa mais cool pra gente. Uma coisa gostosa, que é muito bom.

São homens diferenciados, por isso eles estão ali sentados, os quatro. São homens não machistas, com opiniões diferentes, que vieram também de mundos diferentes. Por isso o programa deles é tão bacana e tão gostoso. Eu admiro muito os quatro! São homens especiais. Mas acho que são todos comprometidos, tá gente?! Só pra dar um toque! (risos)
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Mônica Martelli entre os atores André Frateschi e Luigi Baricelli na série exibida pelo GNT
“Violência contra mulher e aborto clandestino mexem comigo”, afirma Mônica Martelli
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  • Date : junho 12, 2016
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